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Foto de Pau-mulato

Foto: Allan Yu (CC BY) via GBIF

Pau-mulato

Calycophyllum spruceanum

Rubiaceae Amazônia
  • 20 a 30 mAltura
  • Grande portePorte
Crescimento rápidoMadeireirasMedicinaisOrnamentaisRecuperação de áreas

Também conhecida como: mulateiro, pau-mulato-da-várzea, capirona, escorrega-macaco

Botânica
Taxonomia e nomenclatura

Espécie da família Rubiaceae, gênero Calycophyllum, descrita por (Benth.) K. Schum. É uma das espécies arbóreas de maior expressão na várzea amazônica, próxima de outras rubiáceas neotropicais de tronco liso.

Descrição botânica

Árvore que atinge de 20 a 30 m de altura, com tronco reto e cilíndrico podendo ultrapassar 50 cm de diâmetro. Caracteriza-se pela casca lisa, brilhante e de coloração esverdeada a acobreada que se desprende anualmente em lâminas finas, deixando a superfície renovada e reluzente. As folhas são simples, opostas, de lâmina elíptica a oval, com nervuras bem marcadas. As flores são pequenas, brancas a creme, perfumadas, reunidas em inflorescências terminais e muito visitadas por insetos. Os frutos são cápsulas pequenas e secas, deiscentes, contendo numerosas sementes diminutas e aladas, adaptadas à dispersão pelo vento e pela água.

Uso e ecologia
madeireiromedicinalornamentalapícola
Produtos e utilizações

Fornece madeira pesada, dura e resistente, de boa durabilidade natural, empregada em construção civil, marcenaria, cabos de ferramentas, lenha e carvão. A casca é tradicionalmente usada na medicina popular amazônica em preparos para a pele, com fama de propriedades cicatrizantes e rejuvenescedoras, sendo hoje matéria-prima de cosméticos regionais. O tronco liso e a casca decorativa conferem alto valor ornamental e paisagístico.

Aspectos ecológicos

Espécie pioneira a secundária, heliófila, típica de ambientes de várzea e beira de rio. Apresenta grande capacidade de colonizar barrancos e áreas abertas, tolerando solos periodicamente alagados, o que a torna útil na estabilização de margens e na recuperação de matas ciliares na região amazônica.

Floração e frutificação

A floração e a frutificação variam conforme o regime de cheias e vazantes dos rios; em geral floresce na estação mais seca e frutifica em seguida, com dispersão de sementes coincidindo com a baixa das águas.

Fauna associada

As flores perfumadas atraem abelhas e outros insetos polinizadores. As sementes aladas dispersam-se pelo vento e pela água dos rios.

Plantio e silvicultura
Sementes

Produz grande quantidade de sementes muito pequenas e leves, de viabilidade relativamente curta, que devem ser semeadas logo após a coleta. A germinação é favorecida por substrato úmido e luz, dispensando tratamentos especiais de quebra de dormência.

Produção de mudas

As mudas são produzidas em sementeiras finas, com posterior repicagem para recipientes, dada a diminuta dimensão das plântulas. Desenvolvem-se bem a pleno sol em viveiro.

Características silviculturais

Espécie de interesse para plantios na Amazônia por seu crescimento rápido e fuste reto, com bom potencial para sistemas agroflorestais, enriquecimento de capoeiras e recomposição de várzeas e matas ciliares.

Crescimento e produção

Apresenta crescimento rápido, característico de espécies pioneiras de várzea.

Clima

Adapta-se ao clima tropical úmido amazônico, com altas temperaturas e elevada precipitação ao longo do ano.

Solos

Prefere solos férteis, úmidos e de várzea, periodicamente inundáveis, tolerando bem o alagamento sazonal característico das margens dos rios amazônicos.