Foto: cepsl (CC BY-SA 2.0) via flickr
Massaranduba
Manilkara huberi
- até 50 mAltura
- Muito grandePorte
Também conhecida como: maçaranduba, maparajuba, massaranduba-da-terra-firme, balata
Botânica
Pertence à família Sapotaceae, que reúne espécies tropicais frequentemente produtoras de látex. O gênero Manilkara abrange árvores de madeira densa e durável, sendo Manilkara huberi uma das espécies amazônicas de maior porte e importância econômica. É próxima da sapota e da maçaranduba-vermelha, compartilhando o característico exsudato leitoso.
Árvore emergente de grande porte, podendo ultrapassar 40 a 50 m de altura, com tronco reto e cilíndrico e diâmetro que pode superar 1 m; a casca é grossa, rugosa, de coloração pardo-acinzentada a avermelhada, exsudando látex branco e abundante quando ferida. As folhas são simples, alternas, coriáceas, agrupadas nas extremidades dos ramos, com face inferior por vezes ferrugínea. As flores são pequenas, esbranquiçadas e discretas. Os frutos são bagas globosas, carnosas e adocicadas quando maduras, contendo poucas sementes brilhantes.
Uso e ecologia
Fornece uma das madeiras mais densas e duráveis da Amazônia, de cerne vermelho-escuro, muito procurada para construção pesada, estruturas externas, dormentes, postes, vigas, assoalhos, decks e obras hidráulicas, pela alta resistência mecânica e à deterioração. Do tronco extrai-se látex (balata), historicamente usado como sucedâneo da borracha. Os frutos são comestíveis e o látex tem registro de uso popular.
Espécie clímax e emergente do dossel das florestas de terra firme, de crescimento lento e madeira pesada. Tem papel relevante na estrutura da floresta madura e na oferta de frutos para a fauna, sendo importante em projetos de manejo florestal sustentável e enriquecimento de áreas degradadas.
Os frutos carnosos e adocicados são consumidos por diversas aves e mamíferos frugívoros da floresta amazônica, que atuam como dispersores das sementes.
Plantio e silvicultura
As sementes são recalcitrantes, perdendo rapidamente a viabilidade, devendo ser semeadas logo após a coleta dos frutos maduros e a remoção da polpa.
A produção de mudas é feita em viveiro, a partir de sementes recém-colhidas; a germinação tende a ser lenta e a espécie demanda paciência na fase inicial.
Indicada para plantios de enriquecimento florestal e sistemas de manejo de madeira nobre em terra firme; por ser clímax, beneficia-se de sombreamento inicial e de associação com espécies pioneiras.
Crescimento lento, compatível com sua condição de espécie clímax e madeira de alta densidade.
Adaptada ao clima tropical úmido amazônico, com temperaturas elevadas e alta pluviosidade bem distribuída ao longo do ano.
Desenvolve-se em solos de terra firme, tolerando solos pobres e bem drenados típicos da floresta amazônica.