Maçaranduba-da-mata
Manilkara elata
- 20 a 40 mAltura
- Muito grandePorte
Também conhecida como: maçaranduba, maçaranduba-da-mata, maparajuba, paraju
Botânica
Manilkara elata (Allemão ex Miq.) Monach. é uma espécie da família Sapotaceae, gênero Manilkara, que reúne árvores produtoras de látex de regiões tropicais. O epíteto 'elata' faz referência ao grande porte da árvore. O gênero abriga também a sapotilha (Manilkara zapota) e outras maçarandubas, todas caracterizadas pelo látex branco abundante e pela madeira muito densa.
Árvore de grande porte, com tronco reto e cilíndrico, fuste alto e bem conformado, podendo apresentar pequenas sapopemas na base. A casca é espessa, áspera e rica em látex branco e pegajoso, que escorre abundantemente quando ferida. As folhas são simples, alternas, coriáceas, agrupadas nas extremidades dos ramos, de forma obovada a oblonga, com face superior brilhante. As flores são pequenas, esbranquiçadas, dispostas em fascículos axilares. Os frutos são bagas globosas a ovoides, carnosas, de polpa adocicada quando maduros, contendo uma a poucas sementes brilhantes.
Uso e ecologia
A madeira é uma das mais densas e duráveis da flora brasileira, de cor avermelhada a pardo-escura, muito resistente, empregada tradicionalmente em construção pesada, estruturas externas, dormentes, postes, vigas, esteios, assoalhos e obras que exigem alta durabilidade ao ar livre. O látex (balata) já teve importância comercial como sucedâneo da borracha. Os frutos maduros são comestíveis.
Espécie clímax, característica de floresta primária, de crescimento lento e madeira pesada. Compõe o dossel e o estrato emergente das florestas amazônicas e atlânticas. Por ser muito explorada pela qualidade da madeira, encontra-se localmente reduzida em áreas de extração intensa.
Os frutos carnosos e adocicados são consumidos por aves e mamíferos da floresta, como macacos, que atuam na dispersão das sementes. As flores fornecem recurso para abelhas e outros insetos.
Plantio e silvicultura
As sementes são recalcitrantes, perdendo rapidamente a viabilidade, devendo ser semeadas logo após a coleta dos frutos maduros. Recomenda-se a despolpa antes da semeadura.
A produção de mudas é feita por semeadura em sementeiras ou diretamente em recipientes, com substrato fértil e bem drenado. A germinação tende a ser desuniforme e o desenvolvimento inicial é lento.
Espécie de uso recomendado em plantios de enriquecimento e em projetos de recuperação de áreas degradadas em seus biomas de origem, preferencialmente associada a espécies pioneiras que ofereçam sombreamento nas fases iniciais.
Crescimento lento, característico de espécie clímax de madeira densa.
Adaptada ao clima tropical úmido, com boa distribuição de chuvas ao longo do ano.
Desenvolve-se em solos profundos e bem drenados das florestas de terra firme; tolera solos de baixa a média fertilidade.