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Foto de Grumixama

Foto: rafa perazzolo (CC BY) via GBIF

Grumixama

Eugenia brasiliensis

Myrtaceae Mata Atlântica
  • 6 a 12 mAltura
  • Médio portePorte
FrutíferasOrnamentaisMelíferasRecuperação de áreasMedicinais

Também conhecida como: grumixameira, grumixaba, ibaporoiti, cereja-do-brasil, cereja-do-rio-grande

Botânica
Taxonomia e nomenclatura

Eugenia brasiliensis Lam. pertence à família Myrtaceae, uma das mais ricas em espécies arbóreas da Mata Atlântica, e ao gênero Eugenia, que reúne dezenas de fruteiras nativas brasileiras como a pitanga, a uvaia e o cambucá. A espécie foi descrita por Lamarck e é também tratada na literatura sob o sinônimo Eugenia dombeyi.

Descrição botânica

Árvore perenifólia de copa densa, arredondada e baixa, geralmente de 6 a 12 m de altura, com tronco reto de casca lisa a levemente descamante, parda a acinzentada, atingindo 20 a 40 cm de diâmetro. As folhas são simples, opostas, coriáceas, glabras e lustrosas, de coloração verde-escura na face superior, elípticas a oblongas, com as brotações novas avermelhadas. As flores são hermafroditas, solitárias ou em pequenos grupos nas axilas, brancas, com numerosos estames vistosos e perfumadas. Os frutos são bagas globosas de 1,5 a 2,5 cm de diâmetro, coroadas pelas sépalas persistentes, passando do verde ao vermelho e, na maturação, ao roxo-escuro quase preto; a polpa é branca a rósea, sucosa, doce e levemente ácida, envolvendo 1 a 3 sementes.

Uso e ecologia
frutíferaornamentalapícolamedicinal
Produtos e utilizações

Os frutos são consumidos in natura e empregados no preparo de sucos, geleias, sorvetes, licores e vinhos artesanais. A árvore, de copa densa e fruticação ornamental, presta-se ao paisagismo e à arborização de praças e jardins. A madeira, moderadamente pesada, tem uso local em obras internas, cabos de ferramentas e lenha. Folhas e casca são usadas na medicina popular por suas propriedades adstringentes e antidiarreicas.

Aspectos ecológicos

Espécie clímax a secundária tardia, de comportamento esciófilo a heliófilo, tolerante a solos úmidos e típica das formações litorâneas. É indicada para restauração de áreas degradadas e enriquecimento de matas ciliares e de restinga, por atrair e alimentar a fauna.

Floração e frutificação

Floresce geralmente de setembro a novembro, com frutificação concentrada entre novembro e janeiro, variando conforme a região.

Fauna associada

As flores melíferas atraem abelhas e outros insetos polinizadores, e os frutos são muito apreciados por aves e pequenos mamíferos, que atuam como dispersores das sementes.

Plantio e silvicultura
Sementes

As sementes são recalcitrantes, perdendo rapidamente a viabilidade quando desidratadas, devendo ser semeadas logo após a coleta e o despolpamento dos frutos maduros. A germinação é relativamente rápida e o poder germinativo é alto em sementes frescas.

Produção de mudas

A semeadura pode ser feita em sementeiras ou diretamente em sacos ou tubetes contendo substrato leve e bem drenado, mantidos em meia-sombra. As mudas atingem porte adequado para plantio em campo em cerca de 6 a 10 meses.

Características silviculturais

Recomendada para plantios de recuperação de áreas degradadas, restingas e matas ciliares, bem como para pomares domésticos e arborização. Adapta-se bem a plantios em pleno sol após o estabelecimento inicial.

Crescimento e produção

O crescimento é lento a moderado, sendo a frutificação iniciada por volta do quinto ao sétimo ano em plantas oriundas de semente.

Clima

Prefere climas tropicais e subtropicais úmidos, sem estação seca pronunciada; tolera geadas leves quando adulta, mas é sensível ao frio intenso na fase juvenil.

Solos

Desenvolve-se melhor em solos profundos, férteis e com boa retenção de umidade, tolerando solos arenosos das restingas e terrenos sujeitos a encharcamento temporário.