Foto: Damien Wallace (CC BY) via GBIF
Goiaba
Psidium guajava
- 3 a 6 mAltura
- Pequeno portePorte
Também conhecida como: goiabeira, araçá-goiaba, goiaba-branca, goiaba-vermelha, guayaba
Botânica
Espécie da família Myrtaceae, gênero Psidium, que reúne dezenas de espécies de araçás e goiabeiras nativas das Américas tropicais e subtropicais. Psidium guajava é a espécie de maior importância econômica do gênero, amplamente cultivada e naturalizada em quase todas as regiões tropicais do mundo.
Árvore ou arvoreta perenifólia, geralmente de 3 a 6 m de altura, podendo ultrapassar essa medida em condições favoráveis. Tronco tortuoso, com casca lisa que se desprende em placas finas, revelando tons acinzentados, esverdeados e pardo-avermelhados característicos. Folhas simples, opostas, oblongas a elípticas, de 6 a 15 cm de comprimento, com nervuras bem marcadas na face inferior e leve pubescência quando jovens. Flores hermafroditas, solitárias ou em pequenos grupos nas axilas, de pétalas brancas e numerosos estames longos e vistosos. O fruto é uma baga globosa a piriforme, de polpa branca, rosada ou vermelha, doce e aromática, com muitas sementes pequenas e duras.
Uso e ecologia
Os frutos são consumidos in natura e largamente industrializados na forma de goiabada, doces, geleias, sucos, néctares e polpas congeladas, sendo ricos em vitamina C, fibras e licopeno (nas variedades vermelhas). As folhas têm uso medicinal tradicional, especialmente em chás adstringentes contra diarreias. A madeira, dura e pesada, presta-se a cabos de ferramentas, peças torneadas e lenha de boa qualidade.
Espécie pioneira, rústica e heliófila, de rápida colonização de áreas abertas e degradadas. Tolera ampla variação de solos e climas, o que explica sua presença e naturalização em quase todos os biomas brasileiros. Por produzir frutos abundantes e atrativos, atua como espécie importante na atração e alimentação da fauna em projetos de recuperação.
Floração concentrada sobretudo na primavera e início do verão, podendo apresentar mais de um período de floração ao ano em regiões quentes. Frutificação predominante no verão e outono, variando conforme clima e manejo.
As flores são muito visitadas por abelhas, conferindo valor apícola. Os frutos maduros são procurados por aves, morcegos frugívoros, primatas e diversos mamíferos, que atuam como dispersores das sementes.
Plantio e silvicultura
Propaga-se facilmente por sementes, extraídas de frutos maduros, lavadas para remoção da polpa e secas à sombra. As sementes apresentam boa germinação quando semeadas frescas, geralmente entre 15 e 40 dias, sem necessidade de tratamentos especiais de quebra de dormência.
A semeadura pode ser feita em sementeiras ou diretamente em sacos e tubetes, com repicagem das plântulas quando atingem alguns centímetros. Para cultivos comerciais com variedades selecionadas, recomenda-se a propagação vegetativa por estaquia, alporquia ou enxertia, garantindo uniformidade e qualidade dos frutos.
Espécie de fácil cultivo e manejo. Em pomares responde bem a podas de formação e de frutificação, adubações e irrigação. Em plantios de recuperação, comporta-se como pioneira de rápido estabelecimento, sendo útil na cobertura inicial de áreas abertas.
Crescimento rápido, com plantas iniciando a frutificação relativamente cedo, em geral a partir do segundo ou terceiro ano após o plantio.
Adapta-se a climas tropicais e subtropicais, com bom desempenho em regiões quentes e úmidas. Tolera períodos de seca, mas é sensível a geadas intensas.
Pouco exigente quanto a solos, desenvolvendo-se desde solos arenosos até argilosos. Prefere solos profundos, bem drenados e férteis para produção comercial, mas vegeta bem em terrenos pobres e degradados.