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Foto de Cupuaçu

Foto: Srinivasan Kasinathan (CC BY) via GBIF

Cupuaçu

Theobroma grandiflorum

Malvaceae Amazônia
  • 6 a 18 mAltura
  • Médio portePorte
Frutíferas

Também conhecida como: cupu, cupuaçu-verdadeiro, cacau-branco, pupu

Botânica
Taxonomia e nomenclatura

Pertence à família Malvaceae (anteriormente classificada em Sterculiaceae), no mesmo gênero do cacaueiro (Theobroma cacao). A espécie foi descrita por Karl von Martius e reclassificada por Schumann. O epíteto grandiflorum refere-se ao tamanho avantajado de suas flores em relação às demais espécies do gênero.

Descrição botânica

Árvore de copa irregular e ramos pendentes, com tronco geralmente curto e ramificado, casca pardo-escura. As folhas são simples, alternas, grandes, oblongas, de 25 a 35 cm de comprimento, com a face superior verde-escura e brilhante e a inferior mais clara; as folhas novas apresentam coloração rósea a avermelhada. As flores são vistosas, vermelho-arroxeadas, dispostas em pequenos grupos diretamente no tronco e nos ramos (caulifloria). O fruto é uma baga grande, oblonga a elíptica, de 12 a 25 cm de comprimento e peso que varia em geral de 1 a 2,5 kg, com casca lenhosa e rígida coberta por fina camada de pelos ferrugíneos; em seu interior há polpa branca a amarelada, ácida e muito aromática, envolvendo de 25 a 50 sementes.

Uso e ecologia
frutíferamedicinal
Produtos e utilizações

A polpa é a principal matéria-prima, muito utilizada no preparo de sucos, sorvetes, néctares, geleias, doces, licores, bombons e recheios. Das sementes extrai-se a gordura (manteiga de cupuaçu), empregada na indústria cosmética e de chocolates, e produz-se o cupulate, análogo ao chocolate feito a partir da semente fermentada e torrada. A casca pode ser aproveitada como adubo orgânico e na alimentação animal.

Aspectos ecológicos

Espécie umbrófila a esciófila nos estágios iniciais, típica do sub-bosque de florestas de terra firme, tolerando bem o sombreamento parcial quando jovem. Adapta-se a sistemas agroflorestais consorciada com espécies de maior porte que lhe fornecem sombra.

Floração e frutificação

Na região amazônica a floração concentra-se principalmente no período mais seco, e a frutificação ocorre sobretudo na estação chuvosa, com a maturação dos frutos entre janeiro e abril, variando conforme a localidade.

Fauna associada

As flores dependem de polinização entomófila, realizada por pequenos insetos. Os frutos maduros, ao caírem, são consumidos por mamíferos e roedores da floresta, que atuam na dispersão das sementes.

Plantio e silvicultura
Sementes

As sementes são recalcitrantes, perdendo rapidamente a viabilidade, e devem ser semeadas logo após a extração e a remoção da polpa. A germinação inicia-se em torno de 15 a 30 dias após a semeadura, com bom percentual quando as sementes são frescas.

Produção de mudas

A propagação pode ser feita por semente ou vegetativamente, por enxertia, sendo a enxertia recomendada para clones selecionados resistentes à vassoura-de-bruxa. As mudas são produzidas em viveiro sob sombreamento e ficam aptas ao plantio em campo após cerca de 6 a 8 meses.

Características silviculturais

Bem adaptada ao cultivo em sistemas agroflorestais e em consórcio, devendo receber sombreamento nos primeiros anos. O espaçamento usual em plantios é da ordem de 6 x 6 m a 7 x 7 m. Requer controle da vassoura-de-bruxa (Moniliophthora perniciosa), principal doença da cultura.

Crescimento e produção

Apresenta crescimento moderado; o início da produção de frutos ocorre, em geral, a partir do quarto ou quinto ano em plantas de semente, podendo ser antecipado em mudas enxertadas.

Clima

Espécie de clima tropical quente e úmido, exige temperaturas médias elevadas, alta umidade do ar e boa distribuição de chuvas ao longo do ano. Não tolera frio nem períodos prolongados de seca.

Solos

Desenvolve-se melhor em solos profundos, bem drenados, ricos em matéria orgânica e com boa retenção de umidade. Não suporta encharcamento.