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Foto de Araçá

Foto: Kelvin Perrie (CC BY 4.0) via inaturalist

Araçá

Psidium cattleyanum

Myrtaceae Mata AtlânticaPampa
  • 2 a 6 mAltura
  • Pequeno portePorte
FrutíferasOrnamentaisMelíferasRecuperação de áreasMedicinais

Também conhecida como: araçá-vermelho, araçá-da-praia, araçazeiro, araçá-amarelo, araçá-de-coroa, goiabinha

Botânica
Taxonomia e nomenclatura

Pertence à família Myrtaceae, a mesma da goiaba, do jabuticabeiro e da pitangueira. O gênero Psidium reúne dezenas de espécies de araçás nativos das Américas tropicais e subtropicais. Psidium cattleyanum apresenta variação de cor dos frutos, com formas de frutos vermelhos e formas de frutos amarelos, por vezes tratadas como variedades distintas.

Descrição botânica

Planta de pequeno porte, geralmente arbustiva ou em forma de arvoreta, com copa densa e arredondada. O tronco é tortuoso, com casca lisa que se desprende em placas, revelando tons claros de bege, castanho e acinzentado, característica ornamental marcante. As folhas são simples, opostas, coriáceas, ovais a elípticas, de bordo inteiro, glabras e de coloração verde-escura brilhante na face superior. As flores são solitárias, axilares, hermafroditas, brancas, com numerosos estames vistosos, típicas das mirtáceas. Os frutos são bagas globosas a piriformes, de 2 a 4 cm, de casca fina vermelho-escura ou amarela quando maduros, com polpa suculenta, agridoce e aromática, contendo várias sementes pequenas e duras.

Uso e ecologia
frutíferaornamentalapícolamedicinal
Produtos e utilizações

Os frutos são consumidos in natura e usados no preparo de sucos, geleias, doces, sorvetes e licores, com sabor agridoce semelhante ao da goiaba. São ricos em vitamina C e compostos antioxidantes. A planta tem grande potencial ornamental e paisagístico, sobretudo pela casca decorativa e pela copa compacta, prestando-se a cultivo em vasos e como bonsai. As folhas têm uso na medicina popular.

Aspectos ecológicos

Espécie rústica e pioneira a secundária inicial, frequente em formações de restinga e em bordas e clareiras de mata. Tem boa capacidade de colonização de ambientes alterados, o que a torna útil em projetos de recuperação de áreas degradadas, especialmente em solos arenosos e litorâneos. Sua floração e frutificação abundantes a tornam recurso importante para a fauna.

Floração e frutificação

A floração ocorre principalmente na primavera, entre setembro e novembro, e a frutificação concentra-se do final da primavera ao verão, de dezembro a março, com variações conforme a região.

Fauna associada

As flores, melíferas, atraem abelhas e outros insetos polinizadores. Os frutos são muito apreciados por aves, pequenos mamíferos e outros animais frugívoros, que atuam como dispersores das sementes, fazendo da espécie uma boa opção para atrair e alimentar a fauna silvestre.

Plantio e silvicultura
Sementes

A propagação é feita predominantemente por sementes, extraídas de frutos bem maduros, despolpadas e lavadas. As sementes apresentam boa taxa de germinação quando semeadas frescas, pois perdem viabilidade com o armazenamento prolongado. A emergência costuma ocorrer em algumas semanas após a semeadura.

Produção de mudas

Semeia-se em sementeiras ou diretamente em sacos ou tubetes contendo substrato leve e bem drenado, mantendo as mudas a meia-sombra na fase inicial. As mudas alcançam tamanho adequado para plantio no campo em poucos meses, sendo então gradualmente aclimatadas a pleno sol.

Características silviculturais

Espécie de fácil manejo e baixa exigência, adequada a plantios de enriquecimento, pomares domésticos, arborização e projetos de restauração. Responde bem a podas de formação, o que facilita seu uso ornamental e em espaços reduzidos.

Crescimento e produção

Apresenta crescimento moderado. Em condições favoráveis de solo e umidade, pode iniciar a produção de frutos a partir do segundo ou terceiro ano de cultivo.

Clima

Adapta-se a climas tropicais e subtropicais, tolerando bem o frio e geadas leves, o que explica sua ampla distribuição até o sul do país. Prefere regiões com boa disponibilidade de chuvas, mas suporta períodos de estiagem.

Solos

Tolera grande variedade de solos, inclusive arenosos, pobres e ácidos, típicos das restingas. Desenvolve-se melhor em solos profundos, bem drenados e com matéria orgânica, mas é notavelmente rústica.