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Foto de Angelim-vermelho

Foto: Paulo Mascaretti (CC0) via GBIF

Angelim-vermelho

Dinizia excelsa

Fabaceae Amazônia
  • até 60 mAltura
  • Muito grandePorte
MadeireirasOrnamentaisRecuperação de áreas

Também conhecida como: angelim-pedra, angelim-vermelho-da-mata, faveira-grande, angelim-falso

Botânica
Taxonomia e nomenclatura

Pertence à família Fabaceae, subfamília Caesalpinioideae (clado das mimosoides). O gênero Dinizia é restrito à região neotropical, e Dinizia excelsa Ducke é a espécie mais conhecida e amplamente distribuída, figurando entre as maiores árvores da Amazônia. Estudos recentes apontam que indivíduos da espécie estão entre os mais altos já registrados na floresta amazônica.

Descrição botânica

Árvore emergente que ultrapassa o dossel, podendo alcançar 50 a 60 m de altura e troncos com mais de 1,5 m de diâmetro, frequentemente com sapopemas (raízes tabulares) bem desenvolvidas na base. A casca externa é grossa, áspera e fissurada, de coloração acinzentada a parda. As folhas são compostas bipinadas, alternas, com numerosos folíolos pequenos. As flores são pequenas, dispostas em espigas ou panículas, de coloração esbranquiçada a creme-amarelada. O fruto é uma vagem grande, achatada, lenhosa e indeiscente, contendo poucas sementes. A madeira é pesada, muito dura e de alta densidade, o que justifica o nome popular cumaru-ferro.

Uso e ecologia
madeireiroornamental
Produtos e utilizações

Sua principal aplicação é madeireira: a madeira de angelim-vermelho/cumaru-ferro é pesada, dura, resistente e de boa durabilidade natural, sendo empregada em construção civil pesada, estruturas externas, postes, dormentes, vigas, pontes e marcenaria robusta. Pelo grande porte e copa imponente, também tem potencial ornamental e paisagístico em grandes espaços, além de valor para arborização de áreas amplas e projetos de recuperação de florestas de terra firme.

Aspectos ecológicos

Espécie emergente e de grande longevidade, característica de florestas maduras de terra firme, onde funciona como árvore de dossel superior. Tende a comportar-se como espécie secundária tardia a clímax, com crescimento que, embora possa ser vigoroso em juventude sob boas condições, resulta em madeira densa. Sua imponência estrutural a torna importante na arquitetura da floresta amazônica.

Fauna associada

As flores melíferas atraem insetos polinizadores. As sementes e frutos podem ser dispersos pela ação do vento e por animais. Sua copa emergente serve de poleiro e abrigo para aves e outros animais arborícolas da floresta amazônica.

Plantio e silvicultura
Sementes

As sementes são obtidas a partir das vagens lenhosas; recomenda-se a coleta de frutos maduros diretamente da árvore ou recém-caídos. Como muitas Fabaceae de tegumento duro, as sementes podem apresentar dormência física, sendo útil a escarificação para uniformizar e acelerar a germinação.

Produção de mudas

A produção de mudas é feita por semeadura em sementeiras ou diretamente em recipientes, com repicagem das plântulas. Recomenda-se substrato bem drenado e sombreamento parcial nas fases iniciais, com aclimatação gradual ao sol pleno antes do plantio definitivo.

Características silviculturais

Por ser espécie emergente de floresta densa, presta-se a plantios de enriquecimento e recuperação de áreas florestais na Amazônia, bem como a plantios mistos com outras nativas. Demanda espaçamentos amplos para acomodar seu grande porte na maturidade.

Clima

Adaptada ao clima tropical úmido amazônico, com altas temperaturas, elevada umidade e chuvas abundantes e bem distribuídas ao longo do ano.

Solos

Desenvolve-se preferencialmente em solos profundos e bem drenados de florestas de terra firme, tolerando solos de baixa a média fertilidade típicos da Amazônia.